Monte Alegre-PA, Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010  
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  Notícia >> Juruti Velho recebe CredCasa do governo do Estado  (6/3/2010)
 
    
 
Ivonete Motta

A governadora Ana Júlia Carepa esteve no último domingo, 28, na região de Juruti Velho, no município de Juruti, para assinar o termo de cooperação com a Superintendência Regional do Incra de Santarém para levar o benefício do CredCasa a mil famílias da zona rural que estão sendo beneficiadas com programas de moradia, que contou com a participação de cerca de 2,5 mil pessoas.
O governo do Pará, por meio da Companhia de Habitação (Cohab), vai destinar um total de R$ 3,5 milhões do CredCasa às famílias beneficiadas com o programa de habitação a fim de que elas possam complementar a obra. Os recursos poderão ser utilizados em reboco, pintura e acabamento. O valor investido pelo governo federal nessa etapa é de R$ 15 milhões. O prefeito de Juruti, Henrique Costa anunciou que a prefeitura vai doar 40 mil sacos de cimento para ajudar no acabamento.
A comitiva com a governadora visitaram a comunidade Pompom, onde entregaram 30 casas já em fase de acabamento. Ana Julia estava acompanhada do secretário-chefe da Casa Civil, Cláudio Puty e foi recepcionada pelo prefeito Henrique Costa, pelo superintendente do Incra, Luciano Brunet, pelo presidente da Associação Comunitária de Juruti Velho (Acorjuve), Gerdeonor Pereira dos Santos, além de lideranças comunitárias e políticas.
A governadora destacou, a organização da comunidade de Juruti Velho, e mencionou que graças ao engajamento dessa população, eles conseguiram algo inédito na história da exploração minerária, que é ter uma participação na renda proveniente da extração do minério.
Cláudio Puty considera que esse é um caso único no mundo e relata o empenho do governo de exigir essa compensação em favor dos comunitários, donos de parte do superficiário onde a extração é realizada. "Fizemos muitas coisas das quais nos orgulhamos, mas eu considero que essa exigência e o conseqüente reconhecimento da Acorjuve como legítima representante das comunidades tradicionais foi uma delas", enfatizou Puty.
O benefício é pago pela mineradora Alcoa detentora de um projeto de exploração de bauxita no município. A comunidade já recebeu R$ 1 milhão de reais dessa compensação, que está depositado no Banpará e será aplicado ao longo de cinco anos nas 45 comunidades que integram o núcleo Juruti Velho, segundo Gerdeonor Santos.
INCRA - O ex-superintendente do Incra, Pedro Aquino, lembrou que foi preciso tomar prá si o empenho que resultou na criação do Projeto de Assentamento Juruti Velho, que destinou à reforma agrária 109 mil hectares de terra e garantiu a centenas de família o direito à propriedade. Ele relembrou que o processo de criação do assentamento tramitava há 25 anos no órgão, com todos os despachos contrários à comunidade. Hoje, Aquino responde a pelo menos três processos na Justiça Federal decorrentes da criação do assentamento.
Luciano Brunet, que sucedeu Aquino na Superintendência do Incra de Santarém destacou que todas as conquistas da comunidade de Juruti Velho é fruto da sua organização.
ACORJUVE - A Acorjuve entregou algumas reivindicações à governadora Ana Júlia Carepa, dentre elas a instalação de um posto de atendimento bancário do Bancapará em Juruti Velho, transporte escolar e o programa Luz para Todos. Já o vereador Cleverson Mafra pediu a construção de uma escola de ensino médio.
Com relação às reivindicações da comunidade, a governadora informou que autorizou a contratação de professores temporários onde não houver concursados para que os alunos não fiquem sem aula, disse que a implantação do Luz para Todos já foi aprovada no Comitê Gestor para a implantação da 8 e 9 etapas do programa. Anunciou ainda que a partir de julho o efetivo da Polícia Militar, que no seu governo já recebeu um reforço de 14 homens, num total de 25 policiais, será aumentado.
BENEFICIADORA DA BAUXITA - A governadora explicou que está empenhada na implantação da usina hidrelétrica de Belo Monte para que a energia gerada pelo empreendimento possa ser destinada à implantação de uma unidade beneficiadora da bauxita, a fim de que o produto paraense não seja processado no estado do Maranhão, como acontece hoje. Também lembrou que graças a uma posição firme do governo junto à Alcoa, hoje, a Acojurve está recebendo royalties pela exploração da bauxita.

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