Monte Alegre-PA, Domingo, 5 de Setembro de 2010  
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  Notícia >> Adolescente á acusada de matar a própria filha em Oriximiná  (24/7/2010)
 
 
Mano Almeida
No sábado, 17, a polícia militar de Oriximiná recolheu uma adolescente de 17 anos, suspeita de ter assassinado a própria filha de 04 meses. O crime teria acontecido na casa dela sitiada no bairro São Lázaro, na cidade de Oriximiná.
Segundo a Conselheira Tutelar Marcilete Filizolla, o Conselho Tutelar foi procurado pela irmã adotiva da adolescente que disse estar suspeitando que a criança teria sido assassinada pela própria mãe, e que também já teria tirado a vida de uma outra filha dela.
Diante das acusações da tia, o conselho resolveu levar o corpo da criança para ser examinado no Hospital Municipal e a menor para a delegacia de polícia.
O diretor do Hospital Municipal, Ricardo Damasceno disse que a criança apresentava alguns hematomas pelo corpo, mas no exame de raio-x não detectada nenhuma fratura ou mesmo quebra em nenhum dos ossos na criança. “Ela aparentava sim sinais de hematomas, mas não havia nenhum osso quebrado, ou fraturado”, disse ele. Diante da acusação dos familiares e não podendo dar uma resposta à família, o médico enviou o corpo da criança para o IML – Instituto Médico Legal, na cidade de Santarém para que seja fosse feita uma autópsia. “Diante da autópsia poderemos saber se ela foi ou não submetida à qualquer tipo de tortura”, disse.
REVOLTA - Os familiares da menor estão revoltados e acusam ela de ter tirado a vida da própria filha. Segundo mãe da adolescente, a dona de casa Célia Oliveira da Silva, 35 anos, a adolescente pode ter matado sim a filha, pois sempre que usa drogas se transforma e fica agressiva.
A tia que denunciou, também pede justiça, ela que acompanhou o corpo até Santarém, diz que sua sobrinha foi assassinada pela mãe. “A gente só quer justiça, só isso”, disse ela.
O padrasto Lucivaldo Silva, 34 anos, faz sérias acusações contra a enteada, afirmando que ela matou sim a filha. “Ela é um monstro, tem que ir para a cadeira”, disse, afirmando ainda que a adolescente espancava a filha.
A conselheira tutelar Anita Valente, que acompanhou a adolescente durante o período pré-natal, disse que sempre orientou a menor para cuidar da criança, mas que em nenhum momento percebeu algo contrário sobre gravidez dela.
ACUSADA - Com exclusividade ao jornal Tribuna da Calha Norte, a acusada disse que a criança estava dormindo e com gripe, e até às cinco e meia da manhã quando estava acordada o bebê ainda estava viva, porém às onze horas quando acordou, ela já estava morta e com vômito no rosto.
Questionada, o por quê da acusação, ela disse que se quisesse matar a filha, teria cometido tal ato ainda na gravidez. “As pessoas me pediam ela, mas eu nunca quis dar porque queria criá-la”, disse. Sobre a acusação do padrasto que é usuária de droga, a adolescente diz que apenas fuma cigarro comum.
A delegada Andreza de Souza, disse que tudo não passa de suspeita e não se pode tomar qualquer atitude de forma errada. “A adolescente está sendo apenas acusada de ter cometido o delito, mas até o momento não há provas”, disse. Sobre a detenção dela de três dias ao CAP – Centro de Acolhimento Provisório, a delegada explicou que foi apenas uma medida para manter a integridade física da adolescente.
O resultado do laudo só deve ficar pronto no período de 15 a 20 dias.
 
 
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