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FESTRIBAL. A história das tribos indígenas de Juruti



No inicio, no ano de 1986, o Festival não era como das tribos, pois eram apenas grupos folclóricos, da área urbana da cidade e da área rural do município, que buscaram representar a cultura local através de danças e interpretações teatrais, que durante o mês de julho paravam a cidade para prestigiar a magia das apresentações.

No ano de 1990, coordenados por Ana Márcia Cunha, um grupo de amigos criou o grupo de dança chamado “Ou Vai Ou Racha”, composto por 200 brincantes. Com ritmos mais dançantes, como o carimbó, o siriá, o boi-bumbá, a dança árabe, entre outros, com proposta diferente que mexeu com povo jurutiense, e surgiu no ‘V Festival Folclórico de Juruti’, como era chamado o evento, o princípio da era tribal.

O grupo folclórico “Ou Vai Ou Racha” foi imbatível nas disputas até que em 1993, para enfrentar o grupo campão, surge a dança indígena com a ‘Tribo Munduruku’, oferecendo ao público a cultura tradicional dos primeiros habitantes de Juruti: os Mundurucus. E como forma de homenageá-los, dona Carmem Barroso e seu Aldecías Batista criam a que hoje pela rivalidade entre as duas tribos, é chamada de “a tribo verdadeira”.

Logo outra demonstração surge para homenagear tribos que habitaram a Vila de Juruti Velho, a professora Aurecília Andrade, por meio de um trabalho escolar na disciplina de Redação e Expressão, apresenta ao povo de Juruti a Tribo Muirapinima, no dia 17 de junho de 1995, com o tema “Tradição e Cultura”, a tribo que hoje é considerada a “tribo do povão”. E no mês de julho do mesmo ano, acontece a primeira grande batalha entre as duas tribos, sendo o primeiro título conquistado pela Tribo Mundurukus, que desenvolveu o tema “Jará, um lago, minha inspiração”.

De 1996 a 1999, as tribos e alguns grupos folclóricos, incluindo “Ou Vai Ou Racha”, se apresentavam no Centro Cultural e Desportivo Hudson Rebêlo, onde hoje é o Universo Mundurukus. A partir do ano 2000, com a construção do Tribódromo pela prefeitura municipal de Juruti, os espetáculos passaram a ser apresentados no Tribódromo e, de lá pra cá, a Arena fica cada vez menor, pela dimensão que o Festival tomou recebendo apoio e importante patrocínio da Prefeitura Municipal de Juruti.

Em 2005, por haver somente as apresentações das tribos Muirapinima e Mundurukus, o Festival Folclórico passa a ser chamado de Festival das Tribos Indígenas de Juruti. Desde o ano de 2005 a Prefeitura Municipal de Juruti assume a responsabilidade de ser patrocinadora oficial das duas tribos e com isso alavancar o Festival, que também se tornou Patrimônio Cultural do Estado do Pará no dia 19 de março de 2008.

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