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Polícia Civil do Amapá confirma que navio naufragou com excesso de carga


A Polícia Civil do Amapá ainda não concluiu o inquérito sobre o naufrágio do navio Anna Karoline III, mas já tem informações importantes sobre o caso. De acordo com a investigação, a embarcação levava 170 toneladas de produtos, mais do que o dobro da capacidade, sem autorização para fazer esse transporte junto com passageiros. O excesso de carga já era suspeitado.

Além disso, o levantamento mostra que o navio tinha entre 90 a 100 passageiros. O inquérito policial, feito pela 1ª Delegacia de Polícia de Santana, até agora ouviu 15 pessoas, entre sobreviventes, fornecedores de mercadorias e estivadores que carregaram o navio.

No último balanço, divulgado pelo governo do Amapá, 34 corpos haviam sido encontrados. Famílias ainda relatam pessoas desaparecidas. São contabilizados 51 sobreviventes.

O comandante do navio, Paulo Márcio, prestou depoimento. Ele ele teria alugado a embarcação a 20 mil reais por mês de uma empresa, em Santarém, no Pará, informou o delegado Victor Crispim.

"O comandante quando foi ouvido no inquérito policial, ele na verdade fez uma contabilidade para ficar dentro da margem que o Anna Karoline III podia transportar. Mas essas informações que ele passou são contraditórias em relação com que a gente tem dentro do inquérito policial", informou o delegado.

O delegado Victor Crispim pretende ir até o local do naufrágio. Após a reflutuação do navio, ele vai juntar ao inquérito o laudo que será feito da embarcação.

Dois marinheiros que vistoriaram o Anna Karoline III, antes da partida também foram ouvidos. Perguntado se a investigação também pontua falhas da Marinha do Brasil, Crispim disse que sim.

"Diante do que nos foi apresentado e diante do que eu já possuo nos autos do inquérito policial, sim", afirmou o delegado. (G1 Amapá)

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