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UFOPA de Monte Alegre instala placas com indicações em libras e braile


Tracy Costa

Para garantir que a comunidade acadêmica e o público em geral tenham mais acessibilidade, foram instaladas nas portas do campus da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), em Monte Alegre, placas com indicações em Braille e na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Desse modo, pessoas cegas ou com baixa visão, e surdos, ganham mais autonomia na circulação pelo campus.

Segundo a diretora da Ufopa em Monte Alegre, Marcella Radael, esse tipo de ação desperta nos alunos o interesse por outros métodos de comunicação além dos usuais, se tornando um reforço positivo para interação entre alunos portadores de necessidades especiais.

“Sabemos que a acessibilidade e a inclusão devem ser parte das universidades em todas as esferas, seja nos ambientes físicos, na comunicação, nos materiais ou na didática dos professores. Desta forma, pensamos em iniciar essa integração dentro do que nos era possível e a forma pela qual resolvemos dar o primeiro passo foi através da identificação dos setores colocando neles além das placas na forma convencional também em braille e libras”, explicou Marcella.

De acordo com a diretora, na unidade ainda não tem nenhum aluno que faça uso desses dois meios de comunicação, mas é importante que a universidade esteja preparada para receber esse público.

A unidade da Ufopa em Monte Alegre foi o primeiro campus a adotar esse método. No oeste paraense, a universidade também tem unidades nos municípios de Santarém, Alenquer, Itaituba, Juruti, Óbidos e Oriximiná.

Atualmente, a universidade tem no corpo discente, 106 alunos portadores de necessidades especiais matriculados nos mais diversos cursos de graduação.

Sistema Braille

O sistema Braille de escrita e leitura foi criado há cerca de 200 anos na França. O Braille é composto por 63 sinais, gravados em relevo. Esses sinais são combinados em duas filas verticais com 3 pontos cada uma. A leitura se faz da esquerda para a direita.

Libras

A Língua Brasileira de Sinais, conhecida por Libras, é usada por milhões de brasileiros surdos e também ouvintes, e é legalmente reconhecida como meio de comunicação e expressão.

Para se comunicar em Libras, não basta apenas conhecer sinais, é necessário conhecer a sua gramática para combinar as frases, estabelecendo a comunicação de forma correta, evitando o uso do "Português sinalizado".

Os sinais surgem da combinação de configurações de mão, movimentos e de pontos de articulação e também de expressões faciais e corporais que transmitem os sentimentos que para os ouvintes são transmitidos pela entonação da voz, os quais juntos compõem as unidades básicas dessa língua.

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